11/08/2008 13:49
ARQUIVO DE FÃ
AMEI ESSA ENTREVISTA
RESOLVI TRAZER PRA CA
AFINAL
É MINHA CARA
Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006
Martinho da Vila: Duas noites em Ovar
Entrevista com Martinho da Vila
«Cantando a vida em tom maior»
«A avó da minha ex-mulher adorava Martinho da Vila. Dizia: Esse cantor me faz tanto bem! Ele está sempre sorrindo! E Martinho como lerão nesta entrevista realmente é assim: um sorriso nos lábios, manemolência no corpo e batuque na alma. Mantém diante de um mundo partido o alto astral. Quando armam confusão ou pagode faz a tristeza sambar no jogo do jongo. Ele sabe que na folia os esperançosos são reis. Como diz Heloneida logo abaixo, ele tem o dom da alegria. Não o júbilo oco da gargalhada incontida, mas um+a animação militante que usa o ritmo e o riso denunciando mazelas para transformá-las em bem-querer. A primeira palavra do seu primeiro grande sucesso nacional é felicidade, embora a música decante uma situação infeliz e injusta. Devagar, devagarinho, sem gritar palavras de ordem unida, é um militante das raças, forjando laços com os africanos, tecendo sons com os latinos. Em sua fazenda-instituto roceiros aprendem a ler e em seus discos nós, os urbanos, aprendemos a ouvir os tambores do interior. Cantando alto, cantando baixo, diz que a vida vai melhorar. Ou como o saudou Poerner ao final deste papo: Enfim, um otimista! Um papo onde entraram na roda Ziraldo, Arthur Poerner, Paula Sack e eu (da equipe do Caderno B) e puxando o samba a deputada e feminista Heloneida Studart e o teatrólogo e boêmio Nelsinho Rodrigues Filho. (Ricky Goodwin)
Arthur Poerner - Martinho, eu te conheci em circunstâncias interessantes. Nas rodas de samba do Teatro Opinião, em 1966, apareceu um sujeito muito simpático cantando suas músicas, todo mundo gostou dele, mas aí alguém descobriu que ele era sargento. Tinha havido o golpe há dois anos e todo mundo era bronqueado com os militares.
Martinho da Vila - Teresa Aragão promovia umas rodas de samba no Opinião chamadas A Fina Flor do Samba. Era o único ponto de samba em toda a Zona Sul. O público ali era esquerdista, comunista, pessoal do partidão. Quando descobriram que eu era sargento, ficou aquele zum-zum-zum...
Poerner - Acabou que conversando com Martinho, tivemos que reavaliar alguns de nossos conceitos sobre as Forças Armadas.
Martinho - Mas os sargentos eram considerados de esquerda dentro do Exército. De uma maneira geral, tinham sido janguistas.
Heloneida Studart - Um dos pretextos para derrubarem o Jango era que ele privilegiava muito os sargentos e os subtenentes, inclusive aumentando seu soldo, quebrando assim a hierarquia.
Martinho - O pessoal da Zona Sul desconfiava de mim porque eu era militar, e no Exército me consideravam um comunista, por causa dos amigos com quem eu andava. Quando terminei o curso de Aperfeiçoamento de Sargento, em 64, me formei como contador, mas o diploma não tinha validade fora do Exército e fui fazer Contabilidade na Cândido Mendes, um ponto da esquerda. Aí descobriram lá que eu era sargento e todo mundo se afastou de mim... porque tinha muita gente do Exército infiltrada mesmo nas universidades. Sabem o que eu fiz para resolver isso: um dia fui fardado na sala de aula. Foi um espanto! (ri)
Poerner - Ficou evidente que você não era do SNI, senão não apareceria fardado.
Dermeval Netto - Como era a música que você ouvia na zona rural fluminense, onde cresceu?
Martinho - Nasci em Duas Barras, depois de Friburgo. Era jongo, folia de reis... Duas Barras é próximo a Minas e ouvi muita música mineira de interior. Mas com quatro anos de idade vim pro Rio. Só voltei a Duas Barras depois que fiquei famoso. Todo mundo pensava que eu era baiano, por ter surgido na mesma época que Gil e Caetano, e também pelo meu jeito baiano. (ri)
Ziraldo - Manemolente... devagar, devagarinho...
Martinho - Naquela época eu falava menos ainda... Rapaz, quando revelei que tinha nascido em Duas Barras foi um acontecimento na cidade! Me convidaram para ir lá, hospedaram toda a minha família, programaram uma festa com banda de música e tudo. Me levaram para a igreja onde fui batizado, para o cartório onde fui registrado, e para a casa onde nasci, porque meus pais era colonos da terra, muito queridos pelos patrões, e quando eu estava para nascer trouxeram minha mãe para a sede da fazenda. Quando cheguei lá essa fazenda estava à venda e eu comprei! Anos depois criei lá um instituto cultural para alfabetização de adultos e o ensino de música voltada ao folclore.
Ziraldo - De onde vem essa consciência participativa? Você é um dos artistas brasileiros mais comprometidos com a questão do seu semelhante.
Martinho - Fui adquirindo isso com o tempo. Primeiro foi através do Salgueiro, que na época era uma escola de samba engajada. Quando Fernando Pamplona e companhia fizeram o enredo Zumbi dos Palmares, ninguém conhecia Zumbi no Brasil. Depois, em 69, fui convidado para ir a Angola, que ainda era colônia. Aqui não se tinha notícia do que se passava na África, era como se tudo fosse uma grande floresta onde se aprisionavam escravos.
Ziraldo - O próprio Lula agora se espantou com as cidades africanas: 'É tudo arrumadinho! As ruas são asfaltadas! Nem parece a África'.
Heloneida - Você conheceu os líderes guerrilheiros de Angola, como Agostinho Neto?
Martinho - Agostinho estava combatendo na floresta, mas conheci muitas pessoas que hoje são dirigentes do país. A gente se reunia num clube chamado Marítimo Africano para cantar e festejar. Aí, começaram a me levar nas favelas, mas os portugueses que me contrataram - que eram do lado contrário - não queriam me deixar ir. Em Angola fui tomando mais noção das coisas. Hoje, os angolanos me consideram uma pessoa que faz parte do seu processo de libertação.
Dermeval - E você se transformou numa espécie de embaixador informal de Angola no Brasil.
Martinho - Tenho esse título honorário. Como não havia embaixada aqui, sempre que vinha um dirigente ou empresário eu é que o recebia.
Ziraldo - Quantas vezes você voltou a Angola?
Martinho - Muitas vezes. Vim de lá ontem. (risos)
Ziraldo - Mas vamos voltar à sua história. Você saiu de Duas Barras e veio morar onde no Rio?
Martinho - Na Serra dos Pretos Forros, Boca do Mato. Depois de Vila Isabel, depois de Lins de Vasconcelos. O cara que vinha se aventurar no Rio arrumava emprego nas construções e ia morar nas favelas junto com seu núcleo de origem. No morro carioca onde eu morava tinha um núcleo mineiro e um núcleo nordestino e tomei contato com todas essas culturas.
Ziraldo - Quando você sentiu que seria capaz de fazer um samba?
Martinho - Antigamente tinha muito campo de pelada e no meu morro tinha três times bons. Eu jogava no Boca do Mato. Quando a gente ia jogar em outro lugar, ia de caminhão, com uma torcida, e eu pra animar o pessoal no caminho pegava músicas de sucesso e botava letra falando do time. O pessoal me perguntava: 'E aí, qual é a nova?' Depois passei a criar músicas minhas para o Boca do Mato. Aí surgiu uma escola de samba lá.
Ziraldo - Martinho, por que você virou da Vila se é da Boca do Mato?
Martinho - Me chamo Martinho José Ferreira. Quando fui gravar meu primeiro disco, em 69, tinha um partido alto chamado Quem é do mar não enjoa: (canta) 'Quem quiser saber meu nome / não precisa perguntar / sou Martinho lá da Vila / partideiro devagar'. Aí puseram esse nome no disco. (ri)
Ziraldo - Esse disco é o que tem... (canta) 'Felicidade / passei no vestibular'?
Martinho - Pequeno-burguês. Foi um disco que fez o maior sucesso. A principal faixa era Casa de Bamba: (canta) 'Na minha casa todo mundo é bamba / todo mundo bebe, todo mundo samba'. Até hoje foi o disco que mais vendeu na minha carreira.
Ricky Goodwin - O interessante do sucesso do Martinho com esse disco foi ele ter emplacado inclusive no meio dos intelectuais, em plena tropicália, quando o samba estava fora das paradas de sucesso.
Poerner - Porque as músicas dele tinham um lado de protesto, como na música Tom maior. Canta um pedaço dessa música para a gente.
Martinho - 'Está pra nascer em você o que o amor gerou / ele vai nascer e há de ser sem dor / Ah, eu hei de ver você ninar e ele dormir / Hei de vê-lo andar, falar, sorrir / E enquanto quando ele crescer / Vai ter que ser homem de bem / Vou ensiná-lo a viver / onde ninguém é de ninguém / Vai ter que amar a liberdade / só vai cantar em tom maior / Vai ter a felicidade de ver um Brasil melhor'.
Dermeval - Mas o Martinho já tinha aparecido na mídia cantando um partido alto no festival da Record de 67: Menina moça.
Martinho - Eu mandei essa música só de onda, não sonhava em concorrer nos festivais, então nem acompanhei a classificação. Tiveram que me procurar, não me acharam, não apareci para cantar a música, porque os finalistas eram gravados antes em um disco. Tinha um conjunto muito bom que substituia os artistas que faltavam, O Quarteto. Mas eles não sabiam fazer a cadência do partido alto. Ficou outra música! Era uma canção simples, falando da insatisfação das pessoas, mas pegando uma menina moça que vai passear, depois quer namorar, depois quer casar, depois quer brigar, depois quer desquitar... E desquitar era uma palavra proibida na época! A música foi censurada! Ainda mais que depois de desquitar a menina moça quis amigar! Fizeram uma campanha de que eu era contra a instituição da família! (ri) Nesse mesmo festival, Alegria alegria' foi censurada, disseram que era uma alusão ao LSD. Depois a Record conseguiu liberar apenas para constar no festival. Como foi premiada e fez muito sucesso não tiveram como segurar, mas a minha que não foi premiada continuou censurada. Só queriam músicas ufanistas! (ri novamente)
Ziraldo - Você foi o primeiro a trazer o partido alto para o consumo da classe média, né?
Martinho - Existiam umas coisas antes, como Clementina, mas era meio apadrinhado.
Ziraldo - O partido alto é uma coisa emocionante, né Martinho? Aquela roda de pessoas, todo mundo improvisando, passando os versos de um para outro.
Martinho - É legal, né, algo ligado à bebida, à comida e à música, e onde você participa mesmo, não é como um show onde as pessoas ficam assistindo.
Ziraldo - Como é seu processo de criação? Você cria primeiro a letra ou a melodia?
Martinho - Crio de muitas formas. Na maioria das vezes, um parceiro faz uma parte da música e eu completo. Tenho uma capacidade muito grande de musicar coisas.
Ziraldo - No texto que escrevi para a capa do seu segundo disco eu já estava impressionado com o seu toque pessoal. Tem música que toca e você logo diz: 'Isso é do Ataulfo Alves'. Ou: 'Isso é Paulinho da Viola'. Você também tem um estilo que marca.
Martinho - São pessoas que não tiveram formação musical, são intuitivos, criam músicas fora das escolas, sabe como é? Os maestros agora estão mais abertos para isso, mas antes diziam que as nossas músicas é que estavam erradas.
Dermeval - A partir de certo momento, o seu samba se volta para as raízes musicais brasileiras. Você fez um disco de cirandas, um disco com cantos de lavadeiras, entrou de cabeça no folclore.
Martinho - Isso começou com minhas viagens. O que a música me deu de melhor foi a possibilidade de viajar. Meus colegas nunca saíam da Boca do Mato, já eu gostava de pegar o bonde e ir para Copacabana. Depois comecei a andar pelo Estado do Rio. Com o sucesso, fui para Pernambuco, para o Norte do Brasil, para a África...
Ziraldo - Você já sonhava com seu destino?
Martinho - Nunca. Eu sonhava em mudar para a cidade. Tudo foi acontecendo por acaso. Tanto que só mandei música para festival porque os colegas insistiram muito. Quando a RCA me chamou para fazer um contrato, pensei que era para fazer alguma música para um grande cantor. Quando cheguei lá e disseram que queriam me contratar como cantor foi uma decepção. Nunca tinha pensado em ser cantor! Eu queria era fazer musicas. 'Ah, esse contrato eu não quero... Martinho, essa é a maior gravadora do Brasil no momento! Qualquer artista gostaria de ter essa proposta!' Insisti tanto que propuseram um acordo: me dariam o estúdio para eu gravar um disco com minhas músicas e em seguida eu faria um disco de cantor. Gravamos um disco simples, sem nada de produtor, mas aí ele arrebentou e nunca gravei o disco de cantor!
Poerner - É extraordinário como você conseguiu criar um estilo totalmente diferente num país de excelentes cantores.
Martinho - Como eu não sonhava ser cantor, não me espelhava em ninguém, e tendo que me virar de repente saiu essa maneira de cantar. (ri)
Heloneida - Nós estamos aqui entrevistando o Martinho e ainda não falamos das mulheres na sua vida.
Ziraldo - Sou testemunha do sucesso que você fazia com as mulheres! Essa malemolência é sedutora... Uma vez uma mulher me falou: 'Homem tem que saber segurar numa mulher. O jeito dele botar a mão na cintura da mulher é fundamental'. Nessa noite fui numa festa e fiquei reparando como esse canalha desse Martinho pousava a mão direitinho nas mulheres! Você ganha do Vinicius, tem mais de nove casamentos, né?
Martinho - O que é isso, Ziraldo! São quatro casamentos só! Tenho oito filhos e nove netos! Minha primeira mulher foi Anália, mãe de Martinho Augusto, Analimar e Martinália. Depois morei com a Russa e tivemos Tunico e Juliana. Só de Russa foram 20 anos. Tive depois uma filha com a Rita, a porta-bandeira do Salgueiro, que se chama Maria e é pianista erudita. Com a Cleo casei no papel e temos dois filhos, Preto e Alegria.
Ziraldo - Ele chama Preto mesmo?
Martinho - Todo mundo achou estranho esse nome. Com a família da minha mulher, gaúchos de São Borja, todos brancos, até que não teve problema. Mas com a minha família, toda de pretos...
Nelsinho Rodrigues Filho - Você teve problemas na sua vida por ser negro?
Martinho - Eu transo com os problemas, os dissabores, as doenças, tudo de ruim que acontece, de uma maneira para cima. Eu deleto. Se me perguntarem se já fiz alguma cirurgia, conscientemente demoro para responder, tenho que dar uma pensadinha. Nem me lembro. Minha filosofia de vida é: se é ruim, esqueço. Artista tem mania de falar que sofreu. Já notou como todos passaram fome? Parece que pega bem. É provável que tive problemas de fome, saí da roça e fui morar na favela, não tinha água nem luz, era barracão de zinco, meu pai morreu quando eu tinha dez anos... mas eu não me lembro.
Ziraldo - Grande parte da humanidade aceita a vida com naturalidade. Nem imaginam que possa haver outra coisa.
Martinho - Não é isso, Ziraldo, o conformismo é outra coisa. Eu, quando a bola vem
no pé, jogo com ela, e vou para a frente. Sei que intelectualmente o otimista não é bem visto, mas é assim que eu sou. (ri)
Heloneida - Você tem é o dom da alegria.
Ziraldo - O compromisso dele com a alegria é tanto que botou esse nome na filha.
Martinho - Mas todos os grandes revolucionários foram otimistas! O pessimista não acredita que as coisas possam mudar. Minhas músicas enfocam os problemas mas sempre com uma esperança.
Ricky - Por falar em driblar os problemas, como é que você conseguiu ficar tanto tempo sem casar de fato?
Martinho - Eu não era casado, mas morava com Anália e meus filhos, era um marido e pai, só que eu morava também na casa da minha mãe. Não era uma relação de casamento comum. Com a Russa foi mais sério, mas nos últimos anos a gente estava se desentendendo. Levamos uns dez anos nos separando. Com a Rita, namorei, botei um apartamento para ela, tivemos uma filha, mas nunca casamos mesmo.
Ricky - Mas agora você levou uma prensa e teve que casar de papel passado!
Martinho - Porque Preta queria casar, tinha 16 anos e eu já com 48. Ficamos um tempo namorando mas ela falando o tempo todo em casar. Eu estou numa fase em que sempre estou me preparando para deixar a vida artística, só que as coisas vão acontecendo, aparece outro sucesso... Falei então que eu casaria se fosse para morar na roça, em Duas Barras. Casamos inclusive na fazenda lá. Eu sou 32 anos mais velho - vou fazer 68 anos no dia 12 de fevereiro - mas ela é mais antiga do que eu, é mais formal. É ela quem administra o Instituto Cultural Martinho da Vila.
Ziraldo - Quantos discos você tem?
Martinho - São 36. Um por ano. Dei muita sorte na vida de estar em contato com coisas como Donga e João da Baiana... Tive contato com a esquerda brasileira no período certo. Tive contato com a África no seu momento revolucionário. Assim vieram Batuque na cozinha, depois o canto das lavadeiras com Madalena...
Dermeval - Quizomba, com Vila Isabel, em 88, foi um momento importante na sua vida. Depois do Salgueiro com Zumbi dos Palmares, só Kizomba teve tamanha repercussão como carnaval de negritude.
Martinho - Quando a Vila Isabel foi para o primeiro grupo, o presidente me chamou para reforçar a escola. Kizomba eu fiz o enredo. O samba é de Luis Carlos da Vila. Oito sambas-enredos meus já foram para a avenida. Hoje sou presidente de honra da Vila Isabel, o que costuma criar choques com o presidente administrativo, por isso dei uma afastada. Também não faço mais samba-enredo, hoje é outra fórmula, tem grupos de dez fazendo sambas, o mesmo compositor faz para cinco ou seis escolas.
Poerner - Que nem jogador de futebol beijando tudo quanto é camisa.
Martinho - Neste carnaval o novo presidente, o carnavalesco e o diretor de carnaval chegaram: 'Martinho, queriamos uma idéia sua para enredo'. 'Agora não, antes eu fazia os enredos porque a escola estava numa situação difícil'. 'Mas podemos fazer enredo sobre esse seu disco novo, Brasil latinidade, é um momento bom para isso'. 'Tá, mas eu não quero ser autor' Fizeram então o enredo Sou louco por ti América e voltaram pedindo para eu fazer o samba-enredo. 'Já disse que eu não ia fazer'. 'Mas você podia fazer então um samba, não para concorrer, mas que servisse como base para a escolha'. Peguei Luís Carlos e fizemos o samba, com uma melodia dolente, sem ser esse oba-oba que rola agora. Aí vieram: 'Martinho, podemos botar o samba na quadra'? 'Olha, eu não vou defender o samba, não gosto dessa forma de disputa'. 'Deixa com a gente!' Mas aí acabou que cortaram o samba. Quando viram que não iam usar o samba que me pediram deviam pelo menos ter me avisado! É que nem eu encomendar um desenho a você, Ziraldo, não usar e nem falar nada! Agora parei mesmo com eles...
Poerner - Como você entrou na literatura?
Martinho - Também foi por acaso. A Editora Global criou a série de livros juvenis Quem canta conta e chamaram artistas como Rita Lee, João Bosco e eu. Fiz Vamos brincar de política?, onde crianças numa fazenda, sem os pais, tinham que se organizar. Depois, em 88, escrevi um livro sobre o Kizomba, para que aquilo ficasse registrado. Quem fez a pesquisa comigo foi a jornalista Dulce Alves. Aí peguei o gosto e escrevi quatro livros de ficção. Quando gravei um disco chamado Lusofonia com músicas e artistas dos 18 países lusófonos, descobri que os brasileiros não sabem quase nada sobre esses países. Quais as diferenças entre Cabo Verde e Açores? Escrevi um livro sobre isso e para não ser só uma coisa didática criei o romance de um jornalista que viaja por esses países.
Ziraldo - Você escreveu um livro sobre a sua mãe, né? Também, depois de ter custado
tanto a sair da barra da saia dela!
Dermeval - Você falou muito na espontaneidade, disse que é intuitivo, não pensa nas coisas que faz, mas seus últimos projetos são muito ligados a movimentos culturais. Lusofonia veio num momento de discussão da língua portuguesa, com a atenção voltada aos países africanos. Latinidade vem num momento de valorização da América Latina.
Martinho - Meus discos dos últimos tempos realmente são pensados como projetos. Tem uma proposta. Pesquiso para fazer discos como aquele com a cultura de Pernambuco, ou aqueles baseados no folclore. Dos meus 36 discos, só uns dez tem samba mesmo.
Ricky - Qual é o projeto em que está pensando agora?
Martinho - Latinidade foi voltado para os países com idiomas de origem latina, incluindo o português, o espanhol, o francês, o italiano, até o romeno. Agora quero fazer um disco mais da América do Sul. Quero fazer um disco para os povos vizinhos.
Dermeval - São projetos sobre os quais você detém o controle. Como é que um músico brasileiro tem tanta independência para fazer esses trabalhos?
Martinho - As pessoas fazem as coisas pensando em si, na sua carreira individual, eu faço porque tenho que fazer. Meu primeiro disco aconteceu por acaso, eu nem sabia como era gravar um disco. No segundo disco eu já quis botar orquestra, ter arranjos, e quando este não vendeu tanto, a gravadora me cobrou uma volta ao cavaquinho e violão. Falei então que eu ia parar e voltar para o quartel. 'Não! Seu disco ainda é o mais vendido da companha!' Ah... percebi então que se eu fosse firme ninguém se meteria no meu trabalho. (ri) Vim assim até hoje. Numa determinada fase saí da gravadora e passei a fazer meus discos com o Mazzola, que tem seu próprio selo.
Poerner - Com tanta coisa que você faz, ainda pode ser considerado um boêmio?
Martinho - Não sou mais. O boêmio não é quem bebe, é aquele cara que vive os bares. É um profissional. (ri)
Nelsinho - Tenho um colega em Portugal que o figueiredo dele bateu pino, ele deixou de beber, mas continuou a ser boêmio. Toma água tônica com limão, mas ainda é o último a sair dos bares. Com a vantagem de poder levar todo mundo em casa.
Martinho - Mas hoje estou mais sossegado... não acho tanta graça. Estou devagar... devagarinho... (ri novamente)
Poerner - Para terminar, fale do Brasil de hoje.
Martinho - O Brasil está vivendo uma de suas melhore fases.
Poerner - Enfim, um otimista!
Martinho - Os problemas de corrupção que estão aí à mostra sempre existiram e não vinham à baila. Não estou dizendo que tenha sido alguma ação do governo atual que tenha levado a isso. Foi o momento. Me lembro quando qualquer pessoa que tivesse alguma projeção não ia em cana. Há uma evolução. Em termos internacionais o Brasil está com força. A política externa brasileira é a melhor de todos os tempos.
Dermeval - E em termos culturais?
Martinho - Poderia ser bem melhor. Gilberto Gil é um bom político e é ótimo para o governo porque é carismático e abre portas. Gil é quase um relações-públicas do governo Lula. Acho legal ele estar lá, nunca tivemos um negro ministro, nem artista ministro, e isso já é alguma coisa. Tem horas em que não podemos bater de frente para não atrapalhar futuros avanços.
Ricky - Você não esteve no Ano do Brasil na França, né?
Martinho - Não, e fiz um disco cantando em francês, o Conexão Brasil-França, mostrando a influência francesa na formação brasileira. Minhas músicas chegam na França. Quando Madeleine Peyroux veio ao Brasil fez questão de ver meu show no Canecão. Aliás, ela teve uma atitude legal: onde ela vai se apresentar, deixa um percentual do cachê para uma instituição social, e quando soube do meu instituto doou US$ 6 mil. (ri) Beleza!
(Enviado por JB online)
enviada por izildinha
30/07/2008 22:07
FINAL DE MES
TUDO APARENTEMENTE
DEFINIDO
SABE AQUELA MAXIMA
CUIDADO COM O QUE VC DESEJA
ACABA CONSEGUINDO
O TEMPO DIRÁ
SE FOI TUDO ISSO
ENFIM MORAL NÉ
TO PAGANDO PRA VER
QUEM VIVER VERÁ
PAPO DE LOUCO
MAS FAZ PARTE
ENFIM
SÓ ME RESTA TORCER

enviada por izildinha
21/07/2008 21:11

TEMPO PARA O BLIG
SIM ORKUT EM MANUTENÇÃO
COMO É OBVIO
FICO MUITO MAIS
LA NO ORKUT AGORA
E TADINHO DO MEU BLIG
src="http://maesaidanet.blig.ig.com.br/imagens/12_martinho.jpg"
valign="bottom">
LA ME DEDICO MUITO
A COMUNIDADE
E VIDEOS DO MARTINHO DA VILA
NOSSA É MUITO MANEIRO
VIU FIQUEI MEIA CARIOCA
POVO LEGAL NA DELES
BEM RESOLVIDO
TODOS DE BOA
MINHA LISTA DE AMIGOS
LOTADINHA DE CARIOCAS
DETALHE NUNCA
SAI DE SAMPA
AH CONTINUO ME DEDICANDO
A SER AVÓ TEMPO
INTEGRAL JA QUE
O GABRIEL MORA AQUI
MAS MUDA LOGO
ACHO QUE AINDA ESSE MES
NO GERAL
DIABETE ALTA
IZILDINHA LENTA
FILHOS NA CORRERIA
MÃE NA TORCIDA
ENFIM JULHO
TA MEIA BOCA
MAS TO TIRANDO DE LETRA
QUE VENHA AGOSTO
PIOR NÃO FICA
AH NÃO DEIXO
FUIIIIIIIIIIIIII
enviada por izildinha
30/03/2008 21:18
ESSA SOU EU
DIAs 27 = DIA DA AUDÁCIA
Feliz daquele que nasce neste dia, pois a junção dos números 2 (dois) e 7 (sete) somados, representam o carisma do número 9 (nove). O nativo deste dia é normalmente conhecedor dos mistérios da vida e pode, se quiser, ir a extremos: para o bem ou para o mal, e normalmente com 18 anos já definiu o caminho que vai percorrer.
Virtudes: dedicação àquilo que acredita, generosidade e genialidade.
Fraquezas: falta de concentração e de persistência. Como lhe parece fácil realizar qualquer coisa, inclina-se a protelar tudo.
Normalmente intelectual, de natureza psicológica, é admirado e respeitado por todos que dele se aproximam, conseguindo realizar sonhos de paz e harmonia entre as pessoas
Tem personalidade audaciosa, liberal, corajosa, combativa e independente; é também grande amante da liberdade e não suporta dar satisfação dos seus atos, preferindo trabalhar só.
Quase sempre bem sucedido no plano material, dificilmente tem maiores problemas de dinheiro, pois sabe como consegui-lo. Tem elevado senso de fraternidade e mente Universal. É afetuoso, emotivo, nervoso e de certa maneira um tanto extravagante, principalmente em se tratando de sua aparência. O amor, a afeição e dedicação ao semelhante representam muito e é capaz de grandes sacrifícios pelos que ama.
É por demais pacífico e jamais procura problemas, o que não quer dizer que seja covarde; muito pelo contrário, pois se pode tornar violento quando atingido por injustiças e ingratidões. Caso não tenha uma existência superior e altruísta, as frustrações, fracassos e decepções podem lhe causar perturbações cardíacas e algum tipo de problema cerebral.
enviada por izildinha
09/03/2008 21:35
DOMINGO BASICO

TIPO ASSIM
POVO DORMINDO
ATE MAIS TARDE
BOTA TARDE NISSO
ALMOCO TRIVIAL
ARROZ FEIJAO
COSTELA
SILVIO SANTOS E FAUSTAO
TELEFONEMA NENHUM
INTERNET SEMPRE
ENFIM
QUE VENHA A SEGUNDA FEIRA
enviada por izildinha
01/03/2008 19:41
REFLEXAO
Nando Reis - Marvin
Meu pai não tinha educação
Ainda me lembro era um grande coração
Ganhava a vida com muito suor
E mesmo assim não podia ser pior
Pouco dinheiro pra poder pagar
Todas as contas e despesas para o lar
Meu Deus! Disse
Peno no chão com as mãos levantadas pro céu
Implorando perdão, chorei
E meu pai disse: boa sorte
Com a mão no meu ombro
Em seu leito de morte
[refrão:]
E disse: Marvin,
Agora é só você
E não vai adiantar
Chorar vai me fazer sofrer
Três dias depois de morrer
Meu pai ia querer saber
Mas nem botava meu pé na escola
Mamãe lembrava disso a toda hora
E todo dia antes do sol sair
Eu trabalhava sem me distrair
às vezes acho que não vai dar certo
Eu queria fugir
Mas onde eu estiver
Eu sei muito bem o que ele quis dizer
Meu pai eu me lembro
não me deixa esquecer
[refrão:]
Disse: Marvin, a vida é pra valer
Eu fiz o meu melhor
E o seu destino eu sei de cor
E então um dia uma forte chuva veio
E acabou com o trabalho de um ano inteiro
E aos 13 anos de idade
Eu sentia todo o peso do mundo em minhas costas
Eu queria jogar
Mas perdia apostas
E trabalhava feito um burro nos campos
Só via carne se roubasse um frango
Meu pai cuidava de toda família
Pensei até em seguir a mesma trilha
E toda noite minha mãe orava
Deus! Era em nome da fome que eu roubava!
Dez anos passaram
Cresceram meus irmãos
E os anjos levaram minha mãe pelas mãos
Chorei e meu pai disse boa sorte
Com a mão em meu ombro em seu leito de morte
E disse: Marvin,
Agora é só você
E não vai adiantar
Chorar vai me fazer sofrer
Marvin, a vida é pra valer
Eu fiz o meu melhor
E seu destino eu sei de cor
E pra todos aqueles que acreditam
Que a vida ainda pode ser muito melhor...
enviada por izildinha
26/02/2008 11:29
TEMPO
INSISTO A EXAUSTAO
NESTE TEMA
AO ME APROXIMAR
DOS 50 ANOS
TO VALORIZANDO MUITO ISTO
COM ESSE LANCE DE SER AVO
TENHO PERCEBIDO O QUANTO
ELE O TEMPO NOS AJUDA
EM TODOS OS SENTIDOS
VEJO MINHA FILHA
IRRITADISSIMA COM OS PITIS
DO GABRIEL
E VOLTO E OLHA EU ALI
AI ME ACALMO
E TENTO SERENIZAR
E TENTO AJUDAR
LOGICO DO MEU JEITO
E ELA INSATISFEITA
QUER DO JEITO DELA
PERCEBO
QUE COM JEITINHO
TUDO SE AJEITA
E COMO NAO TEMOS
A CERTEZA DE NADA
E ASSIM VOU LEVANDO
FELIZ NEM TANTO
MAS TRANQUILA
E SERENA
O segredo da saúde da mente e do corpo está
em não lamentar o passado, em não se afligir
com o futuro e em não antecipar preocupações;
mas está no viver sabiamente e seriamente o
presente momento.
(Sakyamuni).
enviada por izildinha
21/02/2008 21:52
TEMPO
O tempo é o senhor de tudo...
Ele sabe como começar...
Ele sabe como terminar...
Vive de marcas...
E esperança...
Vive de encantos...
E desencantos...
Não tem morada...
Mas faz morada....
Não tem objetivo...
Mas é certo...
Ele é apenas o tempo...
Que se passe então,
O TEMPO...
Cortar o Tempo
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
Carlos Drummond de Andrade
ORAÇÃO AO TEMPO
CAETANO VELOSO
És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho...
Tempo tempo tempo tempo, vou te fazer um pedido...
Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos...
Tempo tempo tempo tempo, entro num acordo contigo...
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo e pareceres contínuo,
Tempo tempo tempo tempo, és um dos deuses mais lindos...
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho,
Tempo tempo tempo tempo: Ouve bem o que eu te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso,
Tempo tempo tempo tempo, quando o tempo for propício...
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido,
Tempo tempo tempo tempo, e eu espalhe benefícios...
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo,
Tempo tempo tempo tempo, apenas contigo e migo...
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído para fora do teu círculo,
Tempo tempo tempo tempo, não serei nem terás sido...
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos,
Tempo tempo tempo tempo, num outro nível de vínculo...
Tempo tempo tempo tempo...
Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios,
Tempo tempo tempo tempo, nas rimas do meu estilo...
Tempo tempo tempo tempo...
És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho...
Tempo tempo tempo tempo, vou te fazer um pedido...
Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos...
Tempo tempo tempo tempo, entro num acordo contigo...
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo e pareceres contínuo,
Tempo tempo tempo tempo, és um dos deuses mais lindos...
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho,
Tempo tempo tempo tempo: Ouve bem o que eu te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso,
Tempo tempo tempo tempo, quando o tempo for propício...
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido,
Tempo tempo tempo tempo, e eu espalhe benefícios...
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo,
Tempo tempo tempo tempo, apenas contigo e migo...
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído para fora do teu círculo,
Tempo tempo tempo tempo, não serei nem terás sido...
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos,
Tempo tempo tempo tempo, num outro nível de vínculo...
Tempo tempo tempo tempo...
Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios,
Tempo tempo tempo tempo, nas rimas do meu estilo...
Tempo tempo tempo tempo...
--------------------------------------------------------------------------------
enviada por izildinha
01/01/2008 13:48
2008 PROMETE
 TA
QUE O MEU MELHOR DIA DE 2007
SEJA O PIOR DE 20007
SE LEMBRO DESSE DIA?
VAI SER RUIM DE ESQUECER VIU
23 DE ABRIL DE 2007
O NASCIMENTO DO GABRIEL
NÃO TEM NADA QUE EXPLIQUE
VC ALI NO EXATO MOMENTO
VER O NASCIMENTO,A VIDA
COMO ELA É
MAGICA LINDA E SURPREENDENTE
2008 PROMETE
enviada por izildinha
09/12/2007 15:46
EMULE
MINHA NOVA DESCOBERTA
AQUI NA INTERNET
OK ATRASADERRIMA
MAS
MAS ANTES TARDE DO
QUE NUNCA
ESTOU BAIXANDO MUSICAS
DO MARTINHO DA VILA
SOB MINHA OTICA
E ASSIM TER MEU CD
PERSONALIZADO
MORAL ESTOU PRODUZINDO
MEU PRESENTE DE NATAL
AI AI AI
TO ME SENTINDO
FALA AI DA PRA
AGUENTAR
TEMPO É TUDO
enviada por izildinha
06/11/2007 13:43
DOMINGÃO CHUVOSO
MASNEM PORISSO
DEIXEI DE IR AO TEATRO
TEATRO FECAP NA LIBERDADE
ASSISTIR AO SHOW
CONVERSA MUSICAL COM MARTINHO DA VILA
NADA DE VOCALISTA
OU BANDA
SETE PESSOAS NO PALCO
DETALHE NÃO PRECISOU CANTAR OS HITS
MULHERES OU MADALENA
PARA QUE TODOS SE EMOCIONASSEM
UMA PLATEIA DE 300 PESSOAS
E EUZINHA LA
SIM SIM SIM
FUI SOZINHA E FOI MUITO BOM
ME EMOCIONEI MESMO NO FINAL
ONDE ELE CANTOU TOM MAIOR
AI DESANDEI TIPO
MANTEIGA DERRETIDA
CHOREI PENSANDO
NO MEU NETO GABRIEL
MINHA FILHA A BRUNA
E TUDO QUE TA ROLANDO
NESSA NOVA FASE
AVÓ
É BOM DEMAIS
FAZER PARTE DESSA HISTORIA
MUSICAL BRASILEIRA
OBRIGADA
enviada por izildinha
03/11/2007 10:50
SABADO ZEN
SIMPLES
BABY NA CASA
DA OUTRA AVÓ
PORTANTO SÓ EU
E OS MEUS VIDEOS
DO MEUUUUUUUUU ORKUT
GENTE SER ADOLESCENTE
DESSE JEITO É DEZ
DETALHE NÃO É O MEU CASO
MORRO DE INVEJA SABIA
ENFIM
EMA EMA EMA
CADA UM COM SEUS PROBLEMAS
O BOM MESMO
É O AQUI E AGORA
MAS ACREDITEM VOLTEI
A FASE
ESTOU INSUPORTAVEL
MAS FELIZ PRA BURRO

enviada por izildinha
19/10/2007 12:10

Caetano Veloso - Oração ao Tempo
És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho...
Tempo tempo tempo tempo, vou te fazer um pedido...
Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos...
Tempo tempo tempo tempo, entro num acordo contigo...
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo e pareceres contínuo,
Tempo tempo tempo tempo, és um dos deuses mais lindos...
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho,
Tempo tempo tempo tempo: Ouve bem o que eu te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso,
Tempo tempo tempo tempo, quando o tempo for propício...
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido,
Tempo tempo tempo tempo, e eu espalhe benefícios...
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo,
Tempo tempo tempo tempo, apenas contigo e migo...
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído para fora do teu círculo,
Tempo tempo tempo tempo, não serei nem terás sido...
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos,
Tempo tempo tempo tempo, num outro nível de vínculo...
Tempo tempo tempo tempo...
Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios,
Tempo tempo tempo tempo, nas rimas do meu estilo...
Tempo tempo tempo tempo...
És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho...
Tempo tempo tempo tempo, vou te fazer um pedido...
Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos...
Tempo tempo tempo tempo, entro num acordo contigo...
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo e pareceres contínuo,
Tempo tempo tempo tempo, és um dos deuses mais lindos...
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho,
Tempo tempo tempo tempo: Ouve bem o que eu te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso,
Tempo tempo tempo tempo, quando o tempo for propício...
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido,
Tempo tempo tempo tempo, e eu espalhe benefícios...
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo,
Tempo tempo tempo tempo, apenas contigo e migo...
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído para fora do teu círculo,
Tempo tempo tempo tempo, não serei nem terás sido...
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos,
Tempo tempo tempo tempo, num outro nível de vínculo...
Tempo tempo tempo tempo...
Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios,
Tempo tempo tempo tempo, nas rimas do meu estilo...
Tempo tempo tempo tempo...
--------------------------------------------------------------------------------
enviada por izildinha
09/09/2007 14:57
SOBREVIVI AO MEU
BATISMO DE FOGO
VÓ TEMPO INTEGRAL
MAMI NO TRABALHO
AVÓ PAGEANDO
DE BOA
O BABY TA COOPERANDO
MUITO TRANQUIILINHO
BANHO PAPINHAS E MAMADAS
8 TROCAS DE FRALDAS
E AI SE VAI
MAIS UM DIA
AGORA É SÓ PAGAR PRA VER
ATÉ QUANDO VAI ESSA BRINCADEIRA
SE TO GOSTANDO?
SEI NÃO
TO ME SUPERANDO
TEMPO É TUDO NÉ
enviada por izildinha
14/08/2007 14:44
FIM DA LICENÇA MATERNIDADE
DIA 4/9 BRUNA VOLTA AO TRABALHO
ENQUANTO ISSO
SHOPING HIPERMERCADO
BABY BRUNA E AVÓ
SÓ DE BOA PASSEANDO
CONFESSO EÉ GOSTOZINHO
MICHEL NOVAMENTE
DISPONIVEL AO MERCADO DE TRABALHO
TERMINOU O CONTRATO COM A TIM
NOVAS ENTREVISTAS E HAJA BOASORTE
MORAL QUE VENHAM
AS BOAS NOVAS
enviada por izildinha
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|